(Estou escrevendo clandestinamente aqui do trampo e por isso nao vai ter “til” em nada, tá?)
Começando do começo: o lançamento foi muito legal!! O dia começou com uma coletiva de imprensa para a qual esperávamos uns 4 gatos pingados. No final, apareceram uns 12 e, vejam só, até um policial disfarçado de jornalista se infiltrou no meio (mas, como nós somos mais inteligentes e guapos, percebemos a jogada antes que ele percebesse que nós percebíamos)! Pela tarde, ficamos lá no CCCB arrumando as coisas e a noite foi bacana. Nao tivemos quase nada de divulgaçao, mas, tchan!, as 200 cadeiras que colocaram lá ficaram todas ocupadas.
Legal, né?
Depois de toda a adrenalina fui jantar com os “meus”: Christos (que nao teve ataque anti-social!!!! Um milagre!!!), Angel (o amigo dele que dividiu o design do livro com a Chia), Marina, Ana Beatriz, uma amiga dela e o Bas. Maravilha, enchi a cara de vinho e de bolinhos de bacalhau!!!
No dia seguinte, a volta à realidade: tinha mudança definiva do kinder pro ático!!! Como queriam me cobrar 300 euros pra fazer parte da mudança (máquina de lavar, geladeirinha, colchao e base + umas bolsas), mas eu nao tenho esse dinheiro, tive que improvisar uma soluçao criativa. Apelei pros amigos e Christos até se prontificou a me ajudar (o que surpreendeu muito já que o gato sempre anda ocupadíssimo com as coisas dele). E aí que às 12h lá estavam eles – Christos, Angel e Bas, subindo e baixando coisas. Tiveram que levar tudo 5 andares de escada, coitadossssssssssssss!!!!!!!
Bom, depois dessa enorme prova de amor e amizade, ficamos todos em casa, curtindo o frio com um enorme aqueceder no nosso nariz, batendo papo e ouvindo música. E foi aí, quando tudo parecia bem, que a porca começou a torcer o rabo, como diziam no sítio do pica-pau.
Ô merda!!!!
Yes, friends, nao sei direito em que ponto da conversa, deve ter sido na política-social-mundial-global… mas o fato é que o gato e eu nos encrespamos. E aí, às 9 da noite, quando eles decidiram ir embora, eu já estava PUTA da vida, com raiva, sono e cansaço. Eu já nem conto mais essas histórias pras minhas amigas aqui (quer dizer, conto pra Iéri que é a única que passa pelo mesmo que eu e, muito importante, entende gente complicada), mas o fato é que nessa noite pensei que chegamos mesmo ao fim da linha. Nao tenho mais paciência. Sobra amor, falta paciência, e companheirismo, e mais alegrias, e menos chateaçoes. A química continua legal, mas… EU DECIDI FICAR COM RAIVA DELE. ÓDIO. ÓDIO. ÓDIO.
Imediatamente a Iéri percebeu que essa é a minha estratégia pra me afastar das pessoas, apagá-las do meu caderninho. E é mesmo. Fiquei péssima no domingo, desliguei o telefone (e ainda tive que ir limpar o kinder pra entregar as chaves na segunda) e vi depois que ele tinha me ligado. Na segunda (ontem), mandou um mail pedindo desculpas. E depois uma mensagem carinhosa. E… nada mais!!!! Da minha parte a raiva já passou, mas a certeza de que as neuras têm que perder espaço, nao. Chega de chateaçao!!!!!! Chega de besteira!!!!!!! Tenho mais o que fazer da vida.
Beijos.