A vida está animada aqui no kinder. Christos Mu chegou, tão lindo como foi. Um pouco gripado, um cadinho mais magrinho, mas fofoooooooooooooooooooooooooooo!!!! Minhas preocupações adiantadas eram bobagem. Deu liga total. De uma hora pra outra, desapareceu toda e qualquer dúvida sobre estar ou não estar… Eis a questão: a química é uma maravilha e ter ficado dois meses separados quase melou, mas no final das contas, ajudou. Ou seja, o que não mata, fortalece, já dizia a mamãe.
Bom, massssssssssss, de volta à realidade: fui selecionada praquele job!!!!!! Siiiiiiiiim. Agora a contadora está vendo como encaixar meu visto na atividade da empresa e etc. Eu não estava acreditando muito que fosse servir meu visto pra essa empresa, mas a Iéri ontem me tranquilizou e acha que dá, sim. Fiquei mais trankiz. Então, se tudo der certo, dia 25, depois da Páscoa, começo lá. É uma empresa que importa máquinas industriais pra fabricar plástico. De onde? China, my friend. O que farei? De tudo um pouco, mil-e-uma-utilidades, como sempre: de organizar a agenda do Josep (o chefe) a marketing (web, anúncios, participação em feiras, etc.), passando pela importantíssima tarefa de traduzir manuais TÉCNICOS de inglês a castelhano. Que tal? (Não sei mais quantas gavetas tem o meu cérebro, mas estou certamente abrindo mais uma, e das grandes).
Outra novidade, essa sim superincrível pra mim, é que… VOTEI!!!!!! Domingo foram as eleições gerais daqui e os estrangeiros só votam se forem naturalizados (como em todos os países). E aí que tem uma galera que não vota por convicção, porque não acredita no “sistema”, porque não sabe o que tá rolando ou porque não tá nem aí mesmo. E uma amiga, a Anita (sócia da Anna), não estava muito animada pra votar. Então propuseram a ela “doar” a oportunidade de votar pra um estrangeiro que gostaria de votar, se pudesse. Ela me ligou e eu topei, lógico! E domingo, votei. Meio na surdina, é claro, mas ela pôs lá o meu voto (que foi pros socialistas – a gente vota no partido aqui). As eleições daqui são BEM diferentes das do Brasil. Primeiro que quase não tem campanha na rua. A cidade não fica aquela zona. E, acho, não tem horário eleitoral gratuito. No local de votação, não tem urna secreta. Nas mesas, com todo mundo misturado, tem as fichas de cada partido pro congresso de deputados (o partido põe o nome dos seus 33 parlamentares – claro que não irão todos ao parlamento. Se o partido consegue 50% dos votos, vão os proporcionais a isso entre os 33). E também tem uma ficha grande, amarela, com todos os partidos do Senado. E aí a gente tem que marcar qual escolhe. Essa ficha é que decide qual partido será o da “presidência” (que aqui não é presidência porque é uma monarquia parlamentarista). O Zapatero, socialista, conseguiu 169 escanhos, e o Rajoy, direitista-herdeiro-da-ditadura (o PFL daí), conseguiu 153. Ou seja, os socialistas são maioria no congresso. Na prática, o que muda? Nada. Mas mudaria, pra muito pior, caso os populares (Rajoy) tivessem ganhado.
Vou nessa, espero news!!!!!!
Beijosssssssss……..