Audrey não era normal

Patu Antunes em Barcelona

Um amor assim… visceral Agosto 8, 2009

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 3:59 pm

Eu achava que um dia iríamos ao Brasil, Amazônia adentro, ou rumo à Indonésia e Birmânia. Iríamos fazer meditaçao juntos. Talvez pular de pára-quedas. Achava que teríamos uma história longa, de anos, para contar às pessoas, daquelas em que se suspira antes de começar. Achava que nao acabaríamos.

Meu amor delicado, estranho e visceral acabou. Quer dizer, o amor-amor continua, mas estar junto para concretizar esse amor, nao. Como antes, como até agora, nao.

Estou aceitando fatos concretos: o amor é forte, a relaçao nao acompanha. Mais concretos: cansei da mente problemática do gato. Mais concretos ainda: ele nao vê como ficar “melhor resolvido”, menos down, mais astral. Desisti.

Beijos.

 

Ruptura anunciada Fevereiro 7, 2009

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 2:56 pm

Às 3 da manhã de hoje desliguei o telefone e só conseguia chorar. Na verdade, duas horas de choros e soluços. Uma tristeza imensa que é o fim dessa história que começou linda com Christos. É, acabou.

(Só de escrever “acabou” me dá um aperto… e outros milhões de lágrimas começam a transbordar.)

Estava tudo por um fio muito, muito tênue. Esta semana voltamos a nos ver, na quinta, com aquela certeza de que existe amor. E existe. Mas ontem, sexta, era como se fosse a última chance de ele não me decepcionar. E ele me decepcionou. Não que eu tivesse pedido uma grande prova de amor ou algo monumental. Ontem eu esperava que, depois do quase-fim, ele fosse prestar atenção no que eu estava dizendo: “você está se afastando… na verdade, já está muito longe. Tem que voltar.” Mas, ele não ouviu o que eu disse e continuou, despercebido, naquele rumo meio à deriva que é a vida dele. Ontem eu havia dito que queria vê-lo, tomar alguma coisa pelo Raval, bater papo. Ele não anotou e programou a noite dele de acordo com o que ele já havia programado. Fui ao cinema com uma amiga, depois fomos tomar alguma coisa e bater papo ela e eu. Foi ótimo. Mas aí, quando pegava o metrô para casa, tive uma náusea, uma certeza de que ele havia cruzado aquela linha proibida. Foi quando começou o choro.

Resolvi telefonar e naturalmente foi saindo aquele colar de pérolas da minha cabeça. As pérolas do fim. E acabou. Ele diz que não, uma reação natural – todos dizem isso. Não querem aceitar quando o outro toma a decisão, mas no fundo sabem que acabou mesmo. E, mais importante, são incapazes de reverter a situação.

É tão triste tudo isso. Claro que vocês vão me dizer que essas coisas são assim e logo, logo eu me recupero. Eu sei disso e não duvido. Mas que o amor ao final seja uma sucessão de manhãs melancólicas e noites solitárias, depois de muitas manhãs e noites risonhas… é de um contraste muito profundo.

 

Tristeza profunda… ou inferno-astral a dois Dezembro 22, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 11:19 pm

Tou no inferno-astral outra vez. Duas vezes por ano. Daqui a pouco vai ser todo mês. Amanhã completamos um ano de namoro e estamos às turras o gatinho & moi. Não quero nem explicar, mas preciso de uma conselheira sábia. Preciso me tranquilizar, de virar uma pessoa easy-going, de não exagerar taaaaaaaanto no drama. Tenho jeito?

Beijos.

(Obs: me mudo em 15 de janeiro, pra um ático, em princípio, só até julho……. depois conto!)

 

Love in blue Outubro 27, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 2:36 pm

Ladeira abaixo no romance. As coisas nao vao bem. O gatinho mudou, foi dividir com um amigo (fato já esperado mas nao assimilado) e para mim ficou a sensaçao muito incômoda de que algo está escapando pelas minhas maos. Nao consigo ver, mas sei que está escapando. Basicamente, quero sumir.

*** Semana passada teve a tao esperada feira no trampo (um dos motivos pra me contratarem foi organizar a dita-cuja). Buf, estando de mau-humor, isso tudo parece uma grande merda. Que se explodam todos!!!

*** Entreguei pra gravadora o arquivo final do livro. Nao quero mais saber.

*** Comecei workshop de foto e só fui numa aula. Hoje tenho aula. Como nao tenho uma câmera decente, tou usando a do gato. Buf.

*** Acho que vou pra Bruxelas passar um fim de semana. Só estou esperando o Edi me dizer que tudo ok, ele vai estar lá.

Aos amigos queridos: desapareci, eu sei. E agora tou vendo o quanto esse stress maldito me roubou. Quero voltar às correspondências habituais, a escrever mais no blog, a visitar os blogs dos amigos. Mas preciso me recompor. Depois do furacao do livro e tanto tanto tanto trabalho (como há muito eu nao tinha), preciso voltar ao centro. Paciência lhes peço.

Beijoca. :(

 

Kinder-sexo + novo job + eu votei! Março 11, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 7:08 pm

A vida está animada aqui no kinder. Christos Mu chegou, tão lindo como foi. Um pouco gripado, um cadinho mais magrinho, mas fofoooooooooooooooooooooooooooo!!!! Minhas preocupações adiantadas eram bobagem. Deu liga total. De uma hora pra outra, desapareceu toda e qualquer dúvida sobre estar ou não estar… Eis a questão: a química é uma maravilha e ter ficado dois meses separados quase melou, mas no final das contas, ajudou. Ou seja, o que não mata, fortalece, já dizia a mamãe.

Bom, massssssssssss, de volta à realidade: fui selecionada praquele job!!!!!! Siiiiiiiiim. Agora a contadora está vendo como encaixar meu visto na atividade da empresa e etc. Eu não estava acreditando muito que fosse servir meu visto pra essa empresa, mas a Iéri ontem me tranquilizou e acha que dá, sim. Fiquei mais trankiz. Então, se tudo der certo, dia 25, depois da Páscoa, começo lá. É uma empresa que importa máquinas industriais pra fabricar plástico. De onde? China, my friend. O que farei? De tudo um pouco, mil-e-uma-utilidades, como sempre: de organizar a agenda do Josep (o chefe) a marketing (web, anúncios, participação em feiras, etc.), passando pela importantíssima tarefa de traduzir manuais TÉCNICOS de inglês a castelhano. Que tal? (Não sei mais quantas gavetas tem o meu cérebro, mas estou certamente abrindo mais uma, e das grandes).

Outra novidade, essa sim superincrível pra mim, é que… VOTEI!!!!!! Domingo foram as eleições gerais daqui e os estrangeiros só votam se forem naturalizados (como em todos os países). E aí que tem uma galera que não vota por convicção, porque não acredita no “sistema”, porque não sabe o que tá rolando ou porque não tá nem aí mesmo. E uma amiga, a Anita (sócia da Anna), não estava muito animada pra votar. Então propuseram a ela “doar” a oportunidade de votar pra um estrangeiro que gostaria de votar, se pudesse. Ela me ligou e eu topei, lógico! E domingo, votei. Meio na surdina, é claro, mas ela pôs lá o meu voto (que foi pros socialistas – a gente vota no partido aqui).  As eleições daqui são BEM diferentes das do Brasil. Primeiro que quase não tem campanha na rua. A cidade não fica aquela zona. E, acho, não tem horário eleitoral gratuito. No local de votação, não tem urna secreta. Nas mesas, com todo mundo misturado, tem as fichas de cada partido pro congresso de deputados (o partido põe o nome dos seus 33 parlamentares – claro que não irão todos ao parlamento. Se o partido consegue 50% dos votos, vão os proporcionais a isso entre os 33). E também tem uma ficha grande, amarela, com todos os partidos do Senado. E aí a gente tem que marcar qual escolhe. Essa ficha é que decide qual partido será o da “presidência” (que aqui não é presidência porque é uma monarquia parlamentarista).  O Zapatero, socialista, conseguiu 169 escanhos, e o Rajoy, direitista-herdeiro-da-ditadura (o PFL daí), conseguiu 153. Ou seja, os socialistas são maioria no congresso. Na prática, o que muda? Nada. Mas mudaria, pra muito pior, caso os populares (Rajoy) tivessem ganhado.

Vou nessa, espero news!!!!!!

Beijosssssssss……..

 

Quinta-feira, 6 Março 2, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 12:28 am

Yep! O fofo está voltando.

Estou contente, sim, mas não… especialmente feliz. Acho que já tive tanta saudade que agora não sobra muita coisa.  Voltei a gostar da vida de solteira, de não ter que estar com alguém. Momento delicado. O jeito é ver que feeling rola na volta, no olho-no-olho, no… bom, vocês sabem o quê.

Beijos.

 

A dor em doses homeopáticas Janeiro 17, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 3:03 pm

Puta merda. Primeiro uma gripe que mais parecia uma virose incurável. Depois uma dor que parecia estar alojada nos rins (às vezes falta água ali), mas que tomou conta das minhas costas e por fim não me deixava nem respirar direito. Aí, claro, aquela dor-de-cabeça que voltou a me encher o saco e que terça-feira não me deixava nem… piscar. E hoje, tchan!, até minha unha resolveu dar sinal de vida. E doer! Nããããão!!!!!!!!! Quero voltar ao normal. Com minhas reclamações sem sentido, e não com dores verdadeiras!

Não tenho news. Só que vou tocando os frilas desta semana, tenho uma possível entrevista pra job na segunda, estou MUITO sem money (ainda bem que tem pra entrar, ufa!), tenho que renovar meu passaporte pra poder renovar minha carteirinha (e, sem money, não rola) e… que mais? Que tou com saudade de ChristosMu!!!!!!!!!

Tenho que pôr o pé na rua. Com ou sem dor-de-cabeça. Tchau!!!!!

 

Não matem as formigas!!!! Agosto 14, 2007

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 5:27 pm

Noite passada recebi uma inusitada visita. Estava já preparando meu computador pra tentar ver, pela milionésima vez, “O Segredo” (a estética é péssima e a mensagem pura PNL… eu não aguento e sempre durmo antes do minuto 30), quando fui fechar a porta que dá ao balcão. E eis que surgiu a “coisa”. Uns quatro centímetros de massa cinza com pêlos em cima, arrastando-se pelo chão (imundo) do meu quarto. Pequeno demais para um rato, não é? É, não era um rato, lastimavelmente. Porque os ratos, sabem, têm alguma “dignidade”. E também costumam emprestar alguma “humanidade” perdida aos homens – homens mesmo, e não raça humana. Muitos ratos são mais homens que seus colegas bípedes. Intrépidos, de sujeira em sujeira, assumem que são isso… ratos. Já os homens… hummmm… (acabo de ver um filme de Truffaut sobre um homem covarde e estou impressionada, perdão).

Pois no meu quarto, à meia-noite, não era um rato que tentava “adentrar” o leito. Infelizmente era uma coisa que não me desperta muitas emoções – uma lagarta. Não gritei, não chorei, não pulei na cama, não saltei do balcão rumo a uma perna quebrada. Só peguei meu chinelo, primeiro pensando em expulsá-la de volta ao balcão. Somos “uno” com a natureza, não é? Nem as formigas merecem ser assassinadas, dizia aquele filme sobre o Dalai Lama jovem (e o Brad Pitt gatíssimo como sempre).

Mas então me virei e vi. A pobre muda de bougainville que a Tati tenta fazer viver há três anos, e não consegue. Está ali, toda despedaçada, carcomida, deprimida certamente. Por culpa de quê? De lagartas sedentas em devorar folhas de bougainvilles. Ok, é a natureza das lagartas. Mas, se eu posso ignorar minha natureza para viver em sociedade, por que tenho que preservar a natureza da lagarta em sociedade??? Taquei-lhe o chinelo e plás!!!!

Poderia dizer que fiquei satisfeita. Fiquei, sim. Mas não 100%. Eu não sabia que lagartas eram asquerosamente verdes por dentro. VERDES como o alien, do “Oitavo Passageiro”. Agora tenho uma mancha verde nojenta no chão, de uma lagarta cretina que entrou no meu quarto ao invés de devorar o bougainville e picar a mula! Tinha que sair pelo meu lado? Tinha?

Tchau.

 

Estado indefinido Junho 14, 2007

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 12:56 am

Ando tããão sonolenta. Estarei cansada? Sei lá, vai ver estou inquieta, mas inquieta-slow-motion. Os fatos: desde quinta passada tenho saído de copas, copitas e porres no sentido estrito do termo. Entre ver Iéri e Shideh, que voltaram finalmente (do Brasil e do Irã, respectivamente), e cair na night, tenho tido a sensação de que sou agora espectadora dos acontecimentos. Eu não-estou (com hífen mesmo), nem aqui nem em mim. Eu sou uma complicação mesmo, já sei.

Tudo continua cloudy sobre minha documentação. Minha irmã e o Babão estão tentando pegar uma certidão em Brasília e aí tem todo o trâmite burocrático antes de mandar pra cá. Por outro lado, conheci um uruguaio que casou com outro uruguaio-espanhol apenas pra resolver o lance do visto de trabalho. Ele me deu o caminho das pedras. A Iéri também me aconselhou porque passou pelo mesmo processo. Bom, o lance agora é conversar sério com a Tati. E aí decidir o caso.

(…)

Pensando agora, acho que me sinto estranha porque estou guardando um segredo. Vou contá-lo, um dia. Mas agora não. Primeiro quero ver como me sinto em relação ao que rolou – ainda que tenha que guardá-lo só pra mim. E que impacto PRÁTICO produzirá na minha vida. Espero sair dessa com menos minhoca. E com mais compreensão sobre as coisas…

Beijoca.

 

Sputnik, mi amor Junho 4, 2007

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 2:48 am

Também conhecido como “Minha querida Sputnik”, esse é mais um livro da contínua adição a H. Murakami, meu ídolo, meu amor, meu tesão (o que falam dos japas NÃÃÃO pode ser verdade ou meus sonhos serão destroçados……..). Acabei de consegui-lo e estou contando os dias para devorá-lo na cama. Acho que vai ser hoje!!! Depois publicarei as minúcias.

Hoje dia de praia deliciosa, algo de sol peguei, ainda que toda besuntada de protetor e com um hematoma do tamanho de uma manga na perna. Ontem fiz uma tremenda barbeiragem com a bici (é mentira esse negócio de que uma bici nunca se esquece… eu já quase fui atropelada, atropelei, caí e bati MUITAS vezes nos últimas dias) e achava que não iria pôr as patas na areia por uma semana. Mas resolvi deixar a vergonha de lado e fui toda coxa para a praia. Lindo, lá vem a coxa de abóbora, alguém com certeza pensou.

O resultado foi um dia ótimo, de absoluta preguiça, sem trabalho, sem minhoca. Só Roger que me ligou porque “tenemos que hablar” e marcamos pra amanhã. Até já imaginei a conversa toda, ri com as meninas sobre isso, mas vou deixar claro que melhor deixar essa história quieta. Ele está superestressado com os pais doentes e velhinhos. E eu não quero mais ouvir notícias de doença (só as da minha irmã e pronto). Prou! Quero voltar a curtir a vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…………………………………..

Beijo.