Audrey não era normal

Patu Antunes em Barcelona

Um livro sobre os ultimos dias… Outubro 24, 2009

Arquivado em: 1 — Patu Antunes @ 12:25 am

Outra vez, os dias passam correndo, voando, e acabo não postando. Outra vez penso em sentar aqui, com calma, e escrever as pequenezas da minha vida. Minha vida normal e corrente. Mas não fiz isso. Sou uma tratante. Também não respondi alguns mails das amigas queridas. Sou uma furona. Será que ainda sou querida pelas minhas amigas?

Bom, dramas à parte, o fato é que está tudo bem. Mil pequenas, miúdas coisas, foram acontecendo. Vou tentar pôr em ordem os “acontecimentos” da minha vida (aviso, só tem coisas desimportantes ou triviais):

  1. Há três semanas vi o novo filme do Woody Allen, “Whatever works”. Adorei. Já ouviram falar? É sobre um homem, quase ganhador do Nobel de Física (ou seja, alguém com “coco”), que ODEIA a humanidade. Um total misantropo. É daquele tipo ótimo pra humor: tenta se matar e não consegue, faz comentários hilários sobre a estupidez humana (com razão), odeia fazer sexo mas cai nas graças de uma doçura de 20 anos. Típico Woody Allen em boa forma.
  2. Bianca veio me visitar. (Esse não é um acontecimento desimportante nem trivial, que fique claro, mas que precisa entrar nessa ordem cronológica dos acontecimentos). Foi super legal. Passeamos, batemos mil papos, comemos coisas gostosas e até fomos ao banho árabe, relaxarrrrrr. Saímos flutuando. Volte outra vez, amiga!!!
  3. Começamos a mandar ver na N&P, a pequena agência de comunic que a Nilza e eu montamos (N&P = Nilza e Patu). Tivemos que montar tudo do zero porque como autônomas (que é como prefiro trabalhar nesses casos) não rolava. Bom, empresa tá aberta (lá nos EUA) e temos um cliente já ativo (e outros orçamentos encaminhados, esperando resposta). Agora estamos concentradas na Ecoarts (www.ecoarts.biz), que vende artesanato & design brasileiro ecológico e de comércio justo nos Estados Unidos. Superlegal, tudo que eu gosto: mensagem bacana e produto interessante. Assim o trabalho vira prazer.
  4. Também voltei à carga com a Ciclus, o estúdio da Tati. Mesmo caso: produto interessante, mensagem bacana.
  5. Tive uma reunião importante no job matutino: a empresa pode fechar até dezembro, caso a situação não melhore. Meu chefe resolveu me dar a real pra eu me preparar para o “pior”. Bom, não fiquei especialmente triste nem ansiosa. Não senti nada. Gosto da atitude da empresa, que é micro (ótimo), e das pessoas. Realmente não posso me queixar, sou muito bem tratada. Mas o job (uma mistura de comunicação, tradução e tarefinhas administrativas, graças a deus por apenas 5 horas diárias) não é a minha praia… quer dizer, é uma empresa que atende a indústria, vendendo máquinas. Eu mereço?!? Gosto de cultura. Então vou ver o que rola, sem stress, e provavelmente vou investir mais nos meus trampos free-lance (N&P) e outros projetos com amigos.
  6. Tamb́ém tive reunião com a Juju. Não serei mais sócia do Sabor e Saber. Realmente, sou só uma e o projeto ainda tá em fase de investimento de tempo. Eu não tenho esse tempo agora. Além do mais, ele é filho da Juju. Ela tem a maior dificuldade em dividi-lo com outras pessoas. Enfim, me deu o clic, veio a intuição, vou respeitar. De todas formas, estou aberta a colaborações futuras.
  7. Esta semana uma amiga daqui foi deixada pelo namorido. Foi ao Brasil por três semanas e quando pôs as malas no chão da sala, o dito-cujo informou que queria “ficar solteiro”. Mulher deprimida. Amiga indignada. Chamei ela aqui pra casa. Momento solidariedade. Hoje ela foi embora. De volta para o Brasil. Largou tudo aqui. O amor pode ser uma merda.
  8. E ainda esta semana a Jane veio pra ficar 2 noites antes de subir pra casa na França. Duas amigas ao mesmo tempo. Aí choveu ontem e minha terraça virou uma piscina. Que inundou o quarto da vizinha de 90 anos que mora embaixo. Que, coitadinha, entrou em pânico. E aí chamou o filho. Que tem uns olhos azuis incríveis. E subiu aqui para tirar, no balde, 60 litros de água empoçada. A Jane ajudou, eu estava trampando. Aiiiii, os apês de Barcelona. Que são um lixo. Buf.
  9. Estou sozinha no apê agora. Julia já não mora mais aqui. Está com o namorado, vão ter um bebê. Tive um casal amigo do Rubens por duas semanas e em novembro virá a Carol, uma amiga do namorado da Julia. Compi de apê brasileira. E aí acho que sossegamos de gente mudando pra e deste lugar.
  10. Esta semana estou meio… de TPM? Tomei umas agulhadas da acupuntura pra melhorar a situation, já melhorou… mas, não sei, fiquei meio xoxa. Problemas na família, o gato está ok (na verdade, toquei o foda-se e seja o que deus quiser)… massssssssssssssssssssssssssssssss não sei. Não sei. Fora TPM!!!!

 

2 Responses to “Um livro sobre os ultimos dias…”

  1. Liliane Says:

    Roubei do blog: asmeninasdela.blogspot.com

    “Não acreditava nela. nunca acreditei. sempre achei que era desculpa para reclamar, para comer, para chorar. Mas de um tempo pra cá, descobri que ela existe e, pra mim, tem hora marcada para começar. Quando o choro chega sem razão, quando o grito explode injusto contra ele, quando o coração aperta e se fecha como concha que esconde pérola, quando o armário fica pequeno diante do meu desespero, quando as sobremesas se tornam parte obrigatória dos meus dias, é batata, na cartela de pílulas restam apenas 4.

    Tem
    Poesia de
    Menos nesses dias.”

    Beijos gooooooooooordos

  2. monica Says:

    claro que suas amigas perdoam seu sumiço!
    quantas notícias, querida!
    bom saber que as coisas estão fluindo por aí, apesar da TPM…
    beijocas


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