Hoje faz três anos que meu pai morreu. Tenho pensado muito nisso nos últimos dias. E me dava um aperto… Mas hoje fui acordada por uma ligação carinhosa de Christos mu, só para me desejar “bom dia”, e num passe de mágica o dia da morte do meu pai já não estava condenado a ser gris.
Há três anos eu fui tragada por esse furacão que é a morte. Não posso dizer que já me recuperei totalmente. Não tenho tanta experiência com mortes para estar acostumada. E, mais importante, meu pai morreu sem que nós nunca nos entendêssemos realmente. Agora não tem mais como a gente se entender. Nos meus sonhos, talvez. No meu desejo para uma próxima encarnação. Mas aqui, agora, nesta realidade, nunca mais vou poder dizer a ele o que eu desejava ouvir e, principalmente, o que ele deveria escutar de mim. Nunca vou poder mostrar pra ele quem eu sou e não vou poder saber nada mais da história dele que não seja por terceiros. A morte é uma merda. Inevitavelmente merda.
No mais… estou morrrrrrrrrrrrrrrrrrrendo de saudade do gatinho, embora esteja gostando muito de estar sozinha no kinder *** Amanhã tenho outra sessão de tortura no dentista. Terei que perder um filme do Herzog, ao ar livre (!!!), pra isso (buf) *** Estou indo, moderadamente, à academia. Cada dia provo uma coisa. Não está malz, mas duvido que minha pancinha voltará ao estado anterior *** Hoje Roger me encheu o saco porque pisei BEM na bola. Tenho pensado no caso, mas nem de longe me afeta como antes
*** Ontem vi um documentário MUITO interessante: “How to cook your life”. É sobre um mestre zen de um centro da Califórnia que fala sobre cozinhar (e comer) como um ato de amor. Ótimo! *** Comecei a ler “Sauce Ciego, Mujer Dormida”, o novo do Murakami lançado por aqui. Meu herói!
Beijosssssssssssssssssss…….




