Não, não vi o Carnaval. Só soube que uma das gostosonas que são a obsessão dos punheteiros desocupados pagou uma fortuna por um daqueles biquínis bregas cheios de pedras (Swarovski??? Hahahahhahahahaha) e penas. Mas como tenho gostado de ouvir a Portela na avenida, segundo Clara Nunes, posso dizer que tenho me sentido assim, praticamente gloriosa, nestes dias.
Primeiro porque voltei à ativa nos frilas. Já tenho várias matérias das que me pagam por aqui, pro Periódico de la Publicidad. Outra boa notícia é que sim, virou! a matéria pra El Temps (uma revista semanal daqui, de qualidade). E, tchan!, em três páginas – e não duas como estava previsto. Deve sair em uns 10 dias. No mais, estou esperando respostas do Brasil sobre um super-hiper-mega evento da indústria de “telefonia móvel”. Espero fazer umas outras 5 pautas pro Peri de la Publi e também umas pra Foreign News. Mas, claro, queria poder aproveitar mais os 4 dias que vou estar lá, pra cima e pra baixo, ouvindo as estratégias da indústria pra meter celular goela abaixo de qualquer um que possa pagar por isso. É o capitalismo altamente avançado (atenção: JAMAIS preencham formulários com dados verdadeiros!!!! Tráfico de informação messsssssssssmo). Também tenho mais alguns contatos pra ativar, dar conta de produzir algumas coisas que já tenho pedidas, mas não pude fazer ainda… Ou seja, volto a estar ocupada, mas ainda não histérica. Ótimo sinal.
Outra notícia é que há uns dias me ligou o Chispón, um amigo que é arte-educador em um centro cultural de um bairro da periferia. Bom, há um ano e pouco levei o Membros lá pra fazer uma apresentação em um festival e ano passado ele começou um projeto super bonito com adolescentes latinos ligados às gangues dos Latin Kings e Ñetas. São historicamente gangues rivais, têm gente na prisão e comportam todo um universo à parte – especialmente nos Estados Unidos. Resumindo, o projeto foi adiante e vai virar uma ONG. E ele quer que eu o ajude a coordená-la (sem money ainda, mas o job é justamente esse: escrever projetos pra captação e organizar o embrião dessa ONG de mais ou menos 50 participantes). E também coordenar um livro-CD-DVD que já tem impressão e distribuição garantidas, além de um orçamento mínimo pro meu trabalho. Mas ainda sem money pro design ou pras fotos (também tem que captar ou conseguir gente que trabalhe grátis, em nome da arte – opção que obviamente não preferimos). Topei. Meio assim, meio assado, porque fiquei bem decepcionada com esse lance de produção cultural & ONGs por aqui, mas pesei que ele é pano quente e uma máquina de trabalhar. Está totalmente dedicado ao projeto e com isso as chances de dar certo aumentam. Estarei certa?
E, por fim, outra news quente-quente é que hoje tive uma reunião pra um projeto grande de tradução. Não posso dar mais detalhes porque tem um lance sério de confidencialidade. Mas, caso seja confirmado que essa empresa pegou o projeto, vamos negociar o price por seis semanas de trabalho, dedicação de pelo menos umas 30 horas semanais, com possibilidades de que surjam mais projetos adiante. E detalhe: com chances de viagens internacionais. Torçam, façam figa, coloquem vela, rezem, me passem deeksha. Gostei da idéia, boa onda. Vamos ver se o $$ reflete a grandiosidade do cliente. Cenas dos próximos capítulos…
Na estação Kinder… está tudo de ponta-cabeça. Hoje apareceu uma cucaracha. Amanhã faço limpeza profunda e taco o veneno em gel milagroso *** Márcia foi embora há dois dias. Foi bacana, legal, um pedacinho do Brasa na minha porta *** Ju também passou, como um relâmpago. Ótimo como sempre, astral bommmm *** Christos Mu me manda umas mensagens fofíssimas (aiai). Está amando Mali. Mas vai voltar (ufa!).