Audrey não era normal

Patu Antunes em Barcelona

Quem disse que dinheiro não traz felicidade? Janeiro 29, 2008

Arquivado em: Fogo — Patu Antunes @ 1:32 am

Eu é que não fui messssssssssssmo. Porque só alguém que não tenha tido alguma vez (ou várias vezes) a horrenda situação de não ter um centavo na conta, e não ter papai para recorrer, pode sair com uma estupidez dessa: “ah, mas dinheiro não é tudo”. Não é tudo, de fato. Mas é 99% , dependendo da fase da vida. Aos 30 anos, quando a saúde ainda está mais ou menos ok, o estrago que a falta de dinheiro faz é tão, tão, mas tão grande que até eu, que nunca dei bola pro tutu, fico doente.

Primeiro porque te dá a sensação imbecil de estar desperdiçando os melhores anos para… ganhar a vida. Não digo nem de perder tempo tentando acumular dinheiro. Digo de perder tempo para simplesmente ganhar dinheiro para pagar umas putas contas. Desde que vim pra cá concluí que trabalhar é uma merda. Se pudesse, ia viver de viajar o mundo, fazer ações filantrópicas, virar artista, change the world!!! Ir de bistrô em bistrô pelas noites de Paris, de boutique em boutique de Tóquio, de beco em beco de Nova York. Iria aos desertos africanos, viraria um lagarto nas rochas gregas, ficaria boquiaberta com os icebergs da Antártida. O mundo é tão vasto… Masssssssss, aqui estou, nesta realidade distorcida, cheia de pequenezas inúteis, sem poder me mexer um tiquinho. Por algum estranho motivo, proposital ou aleatório, meu destino é camelar. Como a maioria da humanidade.

Enquanto isso, na sala de justiça… Hoje acabo de tomar os remédios pra tal infecção. Me sinto praticamente ok, com uma ou outra coisinha. Espero que os bichos me deixem em paz!!!

Amanhã chega Ju, quarta chega Márcia. Iupi!!!! Amigos também são 99% do negócio.

Estou tão, mas tão pobre que até minha mãe ficou com pena e me deu dinheiro de presente. Muito a contragosto, aceitei. Ainda bem que ela insistiu. Fofa. :)

Decidi, conformada, que até segunda ordem, vou procurar um trampo meio período para complementar a renda. Estou ganhando, com as poucas horas da loja e os frilas, muito justinho pra pagar as contas. E estou cheia delas. Acho que isso tudo é pra eu definitivamente tomar uma atitude: tenho que amadurecer minha relação com o dinheiro! Tenho que saber ganhá-lo e, principalmente, mantê-lo. Este será um ano para aprender isso.

*** Christos Mu está feliz da vida lá em Mali. Ontem saiu de moto pelo deserto. E quer que eu vá com eles na próxima viagem, ano que vem. (Hummmm…)

*** Vou publicar numa revista semanal daqui, a El Temps. É em catalão, mas vou entregar o texto em castelhano. Assunto: a história de Miguel Sabat, que publiquei na Folha semana passada.

*** Ah, pra quem é de Brasília: toda quarta-feira, às 20h30, estão dando deekshas (aquela técnica de energização que a Nadja foi aprender na Índia), gratuitamente, no clube AMYGOS. Está no setor de clubes sul, ao lado do restaurante A Oca da Tribo. É só aparecer e pronto. Pra quem não tem a mínima idéia do que se trata, é como receber um “passe”. Ou seja, só vem coisa boa daí. Se tivesse aqui em Barcelona eu iria toda semana. Altamente recomendado!

Beijos.

 

O sopro da morte aqui no kinder Janeiro 22, 2008

Arquivado em: Terra — Patu Antunes @ 5:50 pm

Fui finalmente ao serviço de emergência aqui perto de casa. Estava receosa porque não tenho a carteirinha de saúde, mas depois do que aconteceu ontem eu tinha que tomar uma atitude. Domingo foi um dia que passei mais na cama que fora dela e ontem  às 5 da tarde simplesmente comecei a ter… calafrios!!! Umas ondas de frio me faziam bater os dentes e os piores pensamentos pairavam: vou morrer??? Se sim, é melhor deixar à vista o meu seguro de translado de corpo (pelo qual pago 70 euros anuais)!!!!! (É verdade, tenho um seguro de translado de corpo, não me perguntem por quê).

Me meti embaixo das cobertas, numa quentura daquelas e  me sentia como vítima do mau-olhado de alguém, envolvida por ondas de energias ruins, praticamente enfeitiçada de doença. Um xamã, pelamordedeus!!!!!!!!! E foi assim que, meio ébria da maldição de alguém despeitado, meio puta comigo mesma por estar doente… dormi.

Levantei hoje quase meio-dia. Não foi uma noite de sono profundo e muitos sonhos. Acordei umas 2 vezes, fiquei acordada não sei quanto tempo,  custei a dormir. Me saiu uma dor nova, no lado direito da barriga. Imaginei que algo a ver com o rim, tem. Esse está melhor do chá que estou tomando, mas não está superlegal. A coluna já não dói tanto e a cabeça ainda pesa. Buffffff……. Quero voltar ao normal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Hoje decidi que algo está estranho, a dor nova não pode simplesmente chegar e ficar como se fosse, sei lá, minha amiga!! Então ao meio-dia liguei pro serviço de emergência e olha que coisa maravilhosa: a menina marcou consulta pras 13h, e ainda saí de lá com guia médica que dava 50% de desconto nos remédios. Diagnóstico: infecção urinária, ao que parece, em fase de início. Antiinflamatório, antibiótico, chá e muita água.

É, né? Fazer o quê? Vamos lá…… Beijo……

 

A dor em doses homeopáticas Janeiro 17, 2008

Arquivado em: Água — Patu Antunes @ 3:03 pm

Puta merda. Primeiro uma gripe que mais parecia uma virose incurável. Depois uma dor que parecia estar alojada nos rins (às vezes falta água ali), mas que tomou conta das minhas costas e por fim não me deixava nem respirar direito. Aí, claro, aquela dor-de-cabeça que voltou a me encher o saco e que terça-feira não me deixava nem… piscar. E hoje, tchan!, até minha unha resolveu dar sinal de vida. E doer! Nããããão!!!!!!!!! Quero voltar ao normal. Com minhas reclamações sem sentido, e não com dores verdadeiras!

Não tenho news. Só que vou tocando os frilas desta semana, tenho uma possível entrevista pra job na segunda, estou MUITO sem money (ainda bem que tem pra entrar, ufa!), tenho que renovar meu passaporte pra poder renovar minha carteirinha (e, sem money, não rola) e… que mais? Que tou com saudade de ChristosMu!!!!!!!!!

Tenho que pôr o pé na rua. Com ou sem dor-de-cabeça. Tchau!!!!!

 

I know a place… we can carry on… Saudades, Mu. Janeiro 14, 2008

Arquivado em: Terra — Patu Antunes @ 5:42 am

ChristosMu viajou ontem cedinho pra Mali. Vai ficar quase dois meses. Não consegui expressar quanta falta ele me fará e como me sentirei arrasada se a gente não retomar a história na volta. Tentei, mas não disse nada bonito ou inspirador. Não fiz cara de tristeza. Não aparentei estar oca. Virei ostra. (Mais ChristosMu em http://www.youtube.com/watch?v=s_qLUpDas7k)

***

Depois da gripe que me deixou no chão por alguns dias, estou com as costas em pedaços. Iboprufeno, minha filha!

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Esta semana está rolando um frila pra Folha de SP. Se der certo, acho que vai ser interessante.

***

Decidi que 2008 vai ser ano de viajar. Talvez comece já em março.

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E pra viajar, vou ter que trampar MUITO. La vida es dura.

Beijos.

 

Uma coisa assim, tão delicada Janeiro 9, 2008

Arquivado em: Ar — Patu Antunes @ 4:34 am

Sábado à tarde comecei o trampo rouca. Acabei afônica e levemente febril. Mas como tinha mais ou menos combinado de jantar com o fofo, e estávamos no day-after da quase subida de tamancas, melhor não dar mole. No meio da tarde, deixei meu celular cair na água. Fiquei sem o telefone dele. Precisava urgentemente acabar de combinar o encontro. Medo: e se ele achasse que não liguei porque estava ainda no meio do piti? E, caso ele me ligasse, que meu telefone estava desconectado porque não queria vê-lo nunca mais? E aí me mandasse à PQP? Pensei, ok, pois que fosse tudo à PQP… Mas, outra vez, aquela sensação cachorra: ó, estupidez humana, dá um jeito de falar com o rapaz e combina logo esse jantar! E foi o que fiz. Das tripas coração pra conseguir o telefone dele. Mas não consegui. No final, mandei um mail imaginando que talvez ele fosse a um ciber olhar e-mail – coisa que ele faz pouco.

Pois é, mas ele foi. Me ligou. Nos vimos. No início, um clima estranho. Não tinha clima na verdade. Ele chegou atrasado, pedindo mil desculpas com 500 beijos. Fiquei feliz de vê-lo, mas ainda sentia a raiva do dia anterior. O jantar foi ameno, num restaurante palestino de uns amigos dele. A comida estava boa, ele disse – nao consegui sentir o sabor de quase nada, exceto da acidez da salada. Acreditei, eu gosto desse restaurante. De lá fomos pra casa. Já não tinha febre, o remédio tinha dado jeito.

Ficamos lá até o fim da tarde do dia seguinte. Morrendo de gripe, eu. Começando uma, ele.  Por fim, ficaram reduzidas a cinzas minhas picuinhas e chateações.  Ele vai embora por 6 semanas!!!!!!!!!!!!!!!! Pensei nisso e decidi: é melhor aproveitar enquanto ele ainda está na minha – e vice-versa. Né?

Obs: continuo malz de virose/gripe/resfriado/ou-o-caralho-a-quatro. Ele hoje está com febre, uma reação às vacinas contra febre amarela e malária necessárias quando se vai à origem do mundo. Quem sabe nos vemos amanhã?

Beijocas.

 

A paixão por um fio Janeiro 5, 2008

Arquivado em: Fogo — Patu Antunes @ 5:53 pm

Uma vez a Ana disse que sou assim: 8 ou 80. Acho que eu já sabia disso, mas ouvir dela foi como colar uma foto, guardada há muito, no álbum. A foto já existia, só que não fazia parte do portfólio do momento. Pois é, sou de extremos. Se há alguns dias estava pisando nas nuvens com o novo fofo, agora estou nas profundezas, esperando por ele com uma forca. Christos vive um dilema cruel: ter que escolher entre os amigos e eu. Os amigos são bacanas, mas não me receberam “à brasileira”. Além do mais, fumam 1000 cigarros por hora e adoram salsa. Pra completar, vivem ao lado do Christos e fazem aquele estardalhaço quando ele anuncia que vai embora (comigo, claro). No ano-novo rolou. Fiquei esperando das 3 às 5 da manhã para que o lindo “pudesse” (e, principalmente, quisesse) ir embora. Ontem, na festa de aniversário dele e do amigo-mor, o mesmo. Só que: às 5h01 ele decidiu ficar. (…) Olha, só não subi nas tamancas porque sou uma mulher superior! Respirei bem fundo (coisa difícil porque, pra completar, estou com uma virose daquelas que te deixam com a sensação de ter sido atropelada) e conversei. Fui embora, puta mas tentando desencanar, deixando combinado que nos vemos hoje à noite então.

Entretando, hoje levantei com um milhão de metros cúbicos de catarro no nariz e aquele sentimento de ratazana. De atacar o estúpido que tenta roubar meu queijo. Não sou mais uma mulher superior e muito menos boazinha. Sou má! Má! Não quero ter câncer por ficar controlando esses sentimentos feios (xô, repressão!). E se pra isso o fofo-lindo-gato-sexy vai pra puta que pariu, no problem. Tenho boa companhia aqui no kinder já: Noeli me emprestou uns CDs do Friends, tou baixando alguns episódios das minhas heroínas e falta um pouquinho do último Murakami que economizei pra esses momentos que te dão a sensação de que as pessoas deveriam ser cachorros e o mundo é, definitivamente, cruel.

Beijos.