Audrey não era normal

Patu Antunes em Barcelona

Máquinas que sofrem (e nos fazem sofrer) Outubro 21, 2007

Arquivado em: Fogo — Patu Antunes @ 3:51 am

Não bastasse as pessoas estarem cada vez mais neuróticas, agora temos que lidar com máquinas idem. Vai ver que o ser humano é uma influência negativa até para aparelhos sem vida, quem sabe? Que os donos influenciam seus cães a tal ponto de ambos se siombiotizarem de um modo que, literalmente, a cara de um vira o focinho do outro, está mais que percebido e experimentado na vida moderna. Mas que a “psique” humana seja capaz de levar à loucura até as máquinas… Bom, comigo foi assim.

Ontem resolvi que ia finalmente instalar a impressora nova, comprada há quase um mês. E no momento que enfiei o CD de instalação, pronto, minha mente distorcida resolveu me atormentar através do computador – que decidiu não apenas não instalar o negócio direito, como também resolveu parar de funcionar. E simular a própria morte.

Não preciso dizer que meu computador suicidado quase conseguiu fazer aflorar meus instintos homicidas. Gradativamente fui da chateação ao ódio. No caminho passei pela raiva e o rancor. Depois quis chorar. E finalmente resolvi sair de casa, mandando tudo à puta que pariu.

Quando voltei, já à noite, lá estava ele. Morto. Mas, graças ao Dalai Lama (e sua infinita lição de não-violência), consegui reanimá-lo o suficiente para ser desligado. Meia hora gastei nessa operação de terapia intensiva. Aí liguei pra Iéri, que apesar de lucy-in-the-sky-total, conseguiu arrancar de seu amigo expert nessas máquinas mimadas, um conselho muito útil: ligue o computador de novo e antes que apareça qualquer coisa coloque seu dedo na F8 e não o tire mais dali.

Respeirei fundo, recitei um mantra pedindo sabedoria aos PCs levianos, aproveitei para desejar que a Microsoft vá pro inferno… e iniciei a viagem. Power-F8-F8-F8-F8-F8. Intermináveis segundos de F8… E aos poucos foram surgindo meus velhos ícones de tela.

Oh, meu filhinho reviveu. Estava já vendo a luz branca no fim do túnel, tocando o além, mas decidiu voltar pra mamãe (mal sabe que vai levar umas palmadas logo, logo). Freud, óbvio, não explica.

Minhas antenas não são de barata

Apesar de ter encontrado o sonho da casa própria (e ter finalmente me convencido que não é normal ser retardado mental aos 30), continuo com a antena quebrada. Sábado passado saí com as amigas e entre duas possibilidades interessantes, optei pelo: artista, charmoso, misterioso… pessimista, poser, loser e COM namorada. Ok, ok. Só não fiquei com mais raiva de mim porque, ainda que os hormônios me maltratassem, fiz o que deveria: tchau. (Ah, e qual era a segunda opção? Um tipo normal, sem mistérios mas também sem a aura do fracasso, e que, pelo jeito, beija bem porque uma amiga fez o test-drive).

Notícias do túmulo

O departamento que decide que estrangeiros podem ou não ficar neste solo mandou uma carta: temos que apresentar mais dois documentos em 10 dias para poder continuar os trâmites do novo visto. Um é da loja e já tenho. O outro é meu, e não tenho. Vou dar um jeito nisso. De tudo, fica o alívio. É que um dos documentos que apresentamos, na real, estava vencido em 2 dias. Fizeram vista grossa, oh yes!

Sonho em uma noite de inverno… O frio já chegou. E eu comecei meu último Murakami em castelhano (em português também já acabei). Mudo pro inglês ou mudo de autor? Que delícia ter uma dúvida cruel assim!!!! Beijos.

 

One Response to “Máquinas que sofrem (e nos fazem sofrer)”

  1. Mazé Says:

    hahahahahaha….olha, a sua incompetência para com as máquinas rendeu boas gargalhadas…ultimamente leio seus posts em voz alta e dando a devida dramaticidade aos fatos…estou até pensando em começar a fazer sessões abertas aqui em casa…rsrs…quanto ao lance das antenas, penso que vc não as tem mais ou é uma completa sado-masoquista, vai entender…mas começo a vislumbrar uma luz no fim do túnel…entre uma vista grossa e outra, o sonho da casa própria se torna mais real…hahahahaha.
    Beijos!!!


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