Audrey não era normal

Patu Antunes em Barcelona

Pouco me importa Setembro 28, 2007

Arquivado em: Terra — Patu Antunes @ 6:24 pm

Parece que saí do inf* astral. Não quero mais estrangular desconhecidos nem conhecidos. A humanidade, claro, ainda é essa coisa digna do “Movimento pela auto-extinção” (conhecem? interessante…), mas neste momento pouco me importa. Ontem fiz 34 anos e também pouco me importa. As perspectivas para este novo ano são animadoras: o corpicho está mais ou menos bem (ok, a pança não é parte do corpicho, é uma entidade à parte; logo, não conta); acredito também que não terei câncer pelos próximos 12 meses; e duvido muito que passarei por experiências bizarras, como ser mãe, por exemplo.  Logo, está tudo ótimo.

E assim encontrei 15 amigos no senegalês, meu restaurante favorito em Barcelona. Meus amigos são fofos, fofíssimos (sempre dei sorte nisso, pelo menos). Ok que faltaram a Grazi e o Diel, que estão de segunda lua-de-mel na Itália (e semana que vem voltam pro Brasil… chuif…). E também o Eiras e a Noeli, ambos viajando. Maaaaaasssssss para quem não queria comemorar nada, ver ninguém e muito menos gastar um centavo, foi digno de lembrança.

Hoje, já fora do I.A., dormi o tempo que quis. E quis. E quis. Fiz coisinhas domésticas e fui receber um presente do meu massagista (meia hora de costas grátis!). Aproveitei pra então anular o trabalho dele, indo à loja de informática comprar uma impressa & afins, e trazendo tudo no bus. Cheguei aqui e fiz uma pasta cujo molho, de queijo, é uma novidade para mim. Uma novidade besta, eu sei. Mas aprendi outro dia (por isso é novidade) e gostei. Já fiz duas vezes. Não estou me preocupando com a pança, pouco me importa. Ahhh, importante: saboreei um maravilhoso suco de goiaba. O único maravilhoso suco de goiaba que existe aqui. Melhor ainda.

E agora, tchan!, aqui estou. Prontinha pra dormir. Mas não!!!!! Não!!!!!!! Vou escrever, acabar os trampos!!!!!!! Adiós inf* astral!!!!!!

Beijos.

 

Mensagem do Dalai Lama para mim (e para vocês) Setembro 25, 2007

Arquivado em: Terra — Patu Antunes @ 1:50 am

Além de pop, o Dalai é lindo, uma fofura, uma belezura. Por isso, copio aqui sua mensagem sobre os conflitos que os budistas estão tendo na Birmânia pela democracia.

Beijocas.

 

No inf* astral Setembro 22, 2007

Arquivado em: Ar — Patu Antunes @ 1:28 am

Depois de um extenuante dia, iniciado com aquela sensação de estar atada à cama com uma âncora, leio a melhor notícia: começaram as filmagem do longa de “Sex and the City”!!!! Simmmmm!!!!! Nossas heroínas glamourosas e aquele maravilhoso mundo de fantasia estarão em um cinema perto de você ano que vem. Não é sensacional?

Gosto de ver coisas felizes. Aliás, preciso ver coisas felizes. Pode ser também lindamente trágico, mas é preciso ser lindamente. Porque esse negócio de “soco no estômago”… não tenho mais fígado (e acho que quase literalmente). Ontem vi uns trechos do “Tropa de Elite”, o filme mais comentado do Brasil no momento. À parte todo esse bafafá idiota de pirataria, que só serve pra desviar a atenção do que interessa – no caso o verdadeiro ABSURDO da violência no Rio (um absurdo que parece ter abduzido as pessoas, mas deixa pra lá) -, parece ser O filme. Bem feito e sobretudo contundente. Mas é um soco no estômago. Espero que eu volte a ter fígado para vê-lo. Num cinema pertinho de você (quem sabe).

Bom, isso tudo é para “introduzir” o assunto: estou no meu inferno astral. É. É sim. Mas, apesar de estar no inf*, às vezes até rio. Anteontem, por exemplo, às 3 da manhã, eu estava aqui, no bat-computer, e recebi um mail todo fofo da Ju, 7 horas adiante lá em Pequim, me parabenizando. Não é lindo? Os amigos se lembram, né? (o orkut deve ajudar). Fiquei até com vergonha de dizer que ela tinha se adiantado em uma semana. Aceitei os parabéns contente.

Todo esse lance das “novas primaveras”(nossa, será que tinha gente que falava mesmo assim?) me deixa nervosa. Aí quando alguém me pergunta se vou fazer festinha, eu dou um latido. Estou no inf*, gente! Decidi não fazer festa (ixi, não meeeessssssmoooo). E ir jantar no meu restaurante favorito – o senegalês. (Isso não elimina os presentes, ok?)

Quick-quick

*** Passei quatro dias com Jane em Céret (na França). Relaxei na marra. Trabalhei alguma coisa, mas pelo menos desafoguei minha coluna, que anda sentindo todo o stress da minha vida ex-moderna (ando tão mais careta ultimamente, credo).

*** O garoto Beck apareceu de supetão na loja, quinta passada. Me convidou pra um fim de semana na piscina da sua casa nova (praticamente onde o vento faz a curva). Fiquei muda, não gostei. Poderia ter me avisado, né? Depois pensei que se estou achando que a surpresa do pós-fuck-fuck não é bem-vinda é porque já desconectei. E desconectei.

*** Meu cabelo está tal qual um piquenês. Minhas unhas têm três metros de bife. E minha meia-perna parece um cactus com pêlo. Logo, estou aceitando vale-spas (27 de setembro, minha gente).

*** Depois da incompetência geral do correio espanhol, minha advogada entrou com novo pedido de visto. Um dos docs está, olhando com rigor, expirado em 2 dias.

*** No mais, correndo como louca pra entregar material da Foreign News, propondo outras matérias, escrevendo pro jornal de publicidade… Fiz as contas da minha aposentadoria e percebi que tenho um ano pra tomar uma atitude (segundo a Carol, casar com um velhinho rico; segundo a Iéri, soltar geral a franga e ver no que dá; segundo a Nilza, escrever uma série de livros de anti-auto-ajuda e ficar rica… preciso de conselhos!). Tchau!!

 

Por onde eu começo? Setembro 11, 2007

Arquivado em: Terra — Patu Antunes @ 4:11 am

The boy with the arab strap: percebo algo em sua herança genética. Nem tudo está perdido, my dear. Só um pouco, mas quem sabe, né? The new generations may be worth it.

1. Hitchcock-tabajara – “Intriga internacional”, “Janela indiscreta” e “Um corpo que cai” são os clássicos dos clássicos do mestre do suspense. Pessoas comuns que se vêem envolvidas nas redes da perversidade humana, para ser bem clichê. Bom, comigo não foi bem assim, mas poderia ter sido e aí eu ficaria contente com o charme. Mas o que rolou foi: eu estava no lugar errado, na hora errada. Porém, nem o assassino percebeu.

Conto: sábado passado, mais ou menos às 12h, assassinaram a tiros um rapaz paquistanês em um apê a três metros da porta da loja onde eu trabalho.

Pergunto: o que tem de errado nessa cena, sem nem comentar o fato de que aqui NINGUÉM carrega arma?

a. Os paquistaneses vivem pra trabalhar nas suas mercearias e locutórios e são o exemplo da virtude. Não se metem com ninguém, ninguém com eles, e ganham a maior bufunfa trabalhando 16 horas por dia de segunda a domingo.

b. 12h, luz do dia, dia-de-luz-festa-de-sol, num bairro turístico, cheio de abobalhados com supercâmaras sem qualquer função filosófica.

c. Eu não trabalho sábados de manhã. Só fui porque Roger queria participar de um workshop de música (brasileira)

Ou seja, que porra eu estava fazendo nos arredores de uma cena impossível com uma vítima improvável?

Graças a deus, porra nenhuma. Porque eu não vi nem ouvi NADA. Mas é justamente por isso que a polícia me inscreveu como testemunha. Se ninguém entrou e ninguém saiu do tal prédio, e nada de absolutamente estranho aconteceu na minha primeira hora de trabalho, as suspeitas recaem sobre… a própria família. No caso, um imenso clã de paquistaneses cordiais e respeitosos.

Isso tudo me provoca uma terrível decepção. E, claro, alívio também. Porque matar alguém a tiros em plena luz do dia aqui é como se alguém informasse que os políticos brasileiros são honestos: uma deformação da realidade. Masssssss, já que a realidade me assalta com algo absolutamente inesperado, sinistramente inesperado, poderia ser para eu, por exemplo, poder dar com exatidão o retrato falado do assassino. Infelizmente, não tenho assassino a descrever. Nem uma imagem borrosa, uma mão, cabelo ou tatuagem, detalhes que poderiam construir o quebra-cabeças de um impiedoso algoz. Acho que não dou pra Agatha Christie.

2. O tal documento – Hoje chegou de Madrid minha certidão de penais. Levei pra traduzir. E só. Minha advogada resolveu ficar de férias hoje e amanhã. Quarta levo lá e ela começa o trâmite – se deixarem, porque olhando as datas com exatidão essa merrrrrrrrrrrda expira em 11 de setembro. (Estou estressada).

3. Dalai Girafa – Jane chegou ontem à noite e nesta segunda, dia10, foi seu aniversário. Meu presente: uma singela mini-escultura de girafa de algum longínquo país africano. Ela amou e imediatamente a batizamos de “Holy Giraffe” ou “The Dalai Giraffe”. É que resolvemos fazer uma homenagem ao Dalai Lama, cuja palestra assistimos hoje. Nós e mais 10 mil pessoas. É verdade. Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, o oceano de sabedoria, falou hoje pra 10 mil pessoas sobre a “arte da felicidade”. Mentira, ele não falou sobre esse livro, escrito por sua santidade em osso. Mas sobre como os seres humanos fazem de tudo para ficarem bem feios e malvados, e muito infelizes. Pra mim, o melhor foi ele responder, ao ser interpelado sobre a existência de deus: “você perguntou à pessoa errada. Deus não é problema meu”. Tudo com uma honestidade e delicadeza exasperadoras. Explicando: o budismo não é uma religião que crê num deus criador e controlador do universo, mas sim na capacidade do ser humano de se colocar em harmonia com o universo na busca da felicidade. Ou seja: que tal se tomamos as rédeas da nossa própria existência e deixamos de esperar pela misericórdia divina? Que tal começar apelar para a razão?

Estou morta de sono e amanhã mil coisas à vista. Beijo.

 

“Fique tranquila. Dê um berro” Setembro 7, 2007

Arquivado em: Fogo — Patu Antunes @ 3:12 am

Do começo: que vontade de gritar. Carol hoje me deu um conselho muito útil via messenger: “fique tranquila. Dê um berro!” Essa era minha vontade, depois de saber que, OUTRA VEZ (já é a segunda), a minha certidão de antecedentes penais não chega à minha mão. Se ela viesse da cochinchina chegaria mais rápido. Mas ela vem dali de Madrid, onde o povo do correio deve sofrer de retardamento mental coletivo. Com esse documento posso recomeçar o trâmite de visto de trabalho (depois da sacanagem daquela vaca-vocês-sabem-quem). Só que: esse documento vence dia 11!!!!!! Feriado aqui!!!!!!!!! Resumo da ópera: estou vendo que estou ferrada. Ou esse troço chega até segunda, eu traduzo e minha advogada consegue começar o trâmite na quarta-feira (um dia depois do prazo de validade). Ou tenho que pedir outro lá em Brasília – e pra minha irmã, que já tem problemas demais pra resolver – pra refazer tudo de novo (pegar 3 carimbos de merda). Bufbufbufbufbuf……

Para complicar ainda mais esta situation, tive um arranca-rabo (mais um) com o Roger, às vezes o tipo mais chato que eu conheço – e que, curiosamente, é meu chefe na loja. Ele é capaz de tornar qualquer ser humano em assassino-modelo, estilo Agatha Christie. O mais louco é que no dia anterior de ele inventar mais uma encheção de saco idiota pra me apurrinhar, estávamos já superamigos de novo, batendo papos ótimos, ele me convidando pra jantar todos os dias (e eu negando, mas sinceramente por absoluta falta de tempo)… E aí, na sexta passada, a bomba: não troquei uma lâmpada queimada. Um crime, uma coisa horrível, horrorosa pros nervos sensíveis dessa… dessa… Pode??? Depois descobri a palavra em castelhano que melhor descreve esse comportamento: “maniático”. Cheio de manias…

Me tirou do sério, realmente. Fui à festinha de apê novo da Anna e estava intragável. Me deixou com raiva da humanidade (outra vez), com vontade de ficar sozinha (de novo), de mandar todo mundo à puta que pariu (play-it-again, Sam). Humpf!!!

Por outro lado, consegui, meio que por acaso, regularizar meu CPF. Fiz minha declaração de isento desde ano, via web mesmo, e plim!, está regular. Será que vou acordar outro dia e ver que é mentira? Que eles erraram e me regularizaram por engano????Nãããoooooooo, me deixem em paz!!!!!!!!!!!!!

Vou dormir! (Garoto Beck não deu sinal esta semana, tenho que escrever matéria sobre o artista do silêncio, ando com material acumulado… Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…… (isso foi um berro. Tchau.)