Não sei até que ponto é alheia, na verdade estou bem confusa. Confusa. Que palavra interessante. Mas meu estado não tem nada de interessante. Apenas a habitual e irritante confusão mental. E, agora, meus misteriosos lóbulos vermelhos. É, lóbulos, da orelha.
Meus lóbulos ficam vermelhos e até doem. Isso desde que fiz um tratamento homeopático e com acupuntura há quatro anos. Sabe aquelas sementes que enfiam na orelha e que doem pra caralho? Elas já saíram dos meus lóbulos (há quatro anos), mas os tais doem. Não todos os dias, mas ultimamente de vez em sempre.
Já saquei que minha orelha dói, queima e eu, imaginariamente, a estraçalho, quando algo vai fora do normal caos da minha vida. Quer dizer, ou vida está mais caótica do que o normal, ou está tão normal que fica caótica. No caso desses últimos dias, tenho quase certeza que minhas orelhas gritam de paixão.
É, não era o cereal do leite ou o excesso de vegetais na dieta. Meu chefe disse, com muito esforço e o coração acelerado que está em processo de “gostar” de mim. Bonitinho, né? Só que tudo que queria, naquele momento, era um buraco para desaparecer. Eu, a avestruz. Depois pensei: “bem que eu podia ser menos covarde”. Mas não fui. Como sempre, calei. Fui pra casa com a cabeça atravessada de setas interrogativas para mil direções diferentes.
Outro dia li uma matéria sobre como, cada vez mais, as crianças se apaixonam e, meu deus!, são capazes de levar adiante seus “relacionamentos”. Eu não posso fazer isso. E é ridículo.
Mas não que seja só um “negar o amor”. Meu caso, obviamente, não é assim preto-e-branco. Ele, o que se declarou, não é meu “tipo”, fisicamente falando. Por exemplo, tem 42 anos. Onde fica minha fama de pedófila??? Não rolou um fuck-fuck sensacional logo de cara (não rolou fuck-fuck nenhum, aliás). Não nos conhecemos bêbados. Não tem um quê de rebeldia, depressão ou fracasso…
Por outro lado, é sensível, gracinha, educado e reservado. E, principalmente, está cuidando da cabeça.
Eu me sinto deplorável sobre tudo isso. Não tenho coragem de ir adiante, mas também como as unhas de imaginar o que poderia estar deixando de viver. Cada vez detesto mais esses começos. Odeio os começos. Odeiooooooooo. Tchau.
Credo!!! Até eu fiquei embananada agora!!! E eu que pensava que essas coisas só aconteciam comigo…junte-se ao coro das confusas, indecisas e sei lá mais o quê…mas não se estraçalhe por isso Pazinha.
Agora, te dou um conselho, decididamente, não vale a pena sofrer por algo que não se fez…e como diria um amigo…sejá pró-ativa…rsrsr.
Beijão!!!